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COSMOPOLITAN

As aparências podem enganar, surpreender e até formar uma opinião. Então, o que falar de um coquetel servido em taça dry, de coloração rósea e singela decoração? Deve ser doce! Com certeza é um coquetel fraco com gosto de morango. Hm...coquetel com boa aparência, mas deve ter um daqueles sabores grudentos e super adocicados. Provavelmente um coquetel doce, criado para agradar alguma mulher em alguma festa. É, se o Cosmopolitan já criou uma dentre essas impressões, ele realmente é um coquetel cuja aparência, engana.

Praticamente um personagem coadjuvante de um dos seriados femininos mais assistidos mundialmente, o cosmopolitan não é criação de um bartender, uma cidade, um estado, o que ele tem de único é seu sabor, cor e nacionalidade, este é um coquetel norte americano. Isso nos leva a deduzir que a sua autoria é disputada e, saibam que essa disputa perdura através de décadas.

O cosmo (apelido) teria nascido na década de 70 dentro de uma comunidade homossexual em Massachusetts ou teria sido criado por Neal Murray, em 1975 quando ainda era estudante e, precisando de emprego candidatou-se a vaga de bartender. No mesmo ritmo de Tom Cruise, no filme Cocktail, Murray teve de aprender a preparar os coquetéis em três dias, inclusive o mais pop da época, que era o Kamikaze. Murray, em um dia tranquilo atrás do bar teria adicionado um pouco de suco de cranberry à receita original do Kamikaze (Vodka, Cointreau e suco de limão) e, ofereceu à seu chefe a nova mistura, este por sua vez extasiado com o novo sabor teria chamado de cosmpolitan, no sentido de ser incrível.

Mas, como já falamos, muitos outros bartenders usaram receitas semelhantes e, dão seus motivos para a criação do espetacular coquetel. Algumas razões rondam a aparência e a necessidade de se aparecer segurando a bela taça de Dry, sem precisar saborear o seco Dry Martini, essa tem a data de criação entre 1985/1986 e, não leva os mesmo ingredientes do conhecido Cosmo, mas sim era usado Absolut Citrus, Triple Sec e limão e cranberry suficiente para deixar o coquetel rosa. Mas, o nosso Cosmo, a receita pedida até hoje data entre os anos de 1987/1988, quando Toby Cecchini trabalhou a receita de Cheryl Cook (descrita acima), de forma diferente usando o Cointreau e suco de limão fresco.

Com isso vimos que nosso querido Cosmopolitan não tem 35 anos de existência e, como suas fãs Carrie, Miranda, Samantha e Charlotte, obteve seu reconhecimento mór jovem, mas diferente do que aconteceu ao seriado que ajudou a colocar no gosto popular tão célebre coquetel, sua história não tem fim e, portanto ainda poderemos ver, saborear alguma outra variação que pode levar ao cosmo.

Veja aqui a receita do COSMOPOLITAN



  Este texto é de autoria de Rafael Rodrigues
Rafael é Bartender profissional e Bar Consultant
www.rafaelbar.com.br
contato@rafaelbar.com.br


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